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Sacola retornável custa de R$ 1,98 a R$ 9,90 na capital

HELENICE LAGUARDIA

28/02/2011


A proibição do uso de sacos e sacolas plásticas nos supermercados, padarias, drogarias, açougues e lojas do comércio varejista em geral de Belo Horizonte, a partir de 18 de abril, fez entrar em cena a sacola compostável, que custará R$ 0,19 por unidade ao consumidor, ou a sacola retornável, que será vendida a partir de R$ 1,98. Os dois modelos foram apresentados no lançamento da campanha Sacola Plástica Nunca Mais.

Mas as redes de supermercados com lojas em Belo Horizonte já estão apostando na variedade de embalagens retornáveis para conquistar o cliente. A mais barata é mesmo a "oficial" da campanha, por R$ 1,98. Mas, nos supermercados, a variedade de preços também começa a aparecer. No Super Nosso, por exemplo, uma das sacolas retornáveis é feita de ráfia, uma espécie de palmeira cujas folhas dão ótima fibra, custando R$ 4,99.

A retornável de lona é mais cara, R$ 9,90, mesmo preço da de juta, outra fibra têxtil. Tem até sacola com estampa do estilista Ronaldo Fraga sendo vendida no Verdemar.

Outra opção é a Keca, uma sacolinha retornável de malha de algodão desenvolvida pela empresa EcoSus. Ela é do tamanho de uma sacola normal de supermercado, mas a capacidade de carga é bem maior: leva até quatro garrafas PET de 2 litros de refrigerante de uma vez. A produção é feita em um presídio do interior de Minas Gerais, resultado de uma parceria com o governo do Estado. A Keca tem um tempo médio de 24 usos, mas pode durar mais tempo. O preço da sacola não foi divulgado.

O preço da sacola compostável, porém, já desagradou o consumidor. Muitos já pensam em reclamar do valor no Procon. O coordenador do órgão da Assembleia Legislativa, Marcelo Barbosa, informou que a cobrança da sacola separada das compras pode ir ao Ministério Público, que poderá questionar a constitucionalidade da medida. "O consumidor não pode ser onerado, a adaptação faz parte do risco do negócio", disse.

"Bico". Cosme Maximino Jesus, funcionário de açougue em Belo Horizonte, já pensa em ir para a porta de estabelecimentos onde o consumidor precisa usar muita sacola e se tornar ambulante nas horas vagas. "Será uma boa concorrência ficar na porta de um supermercado, açougue ou sacolão", disse, enquanto levantava um maço das sacolas tradicionais, que serão aposentadas em menos de dois meses.

 

Meta é usar 10% do volume gasto atualmente
 
 
A Associação Mineira de Supermercados (Amis) acredita que será necessário o uso de 30 mil sacolas compostáveis por dia, em Belo Horizonte. A meta, de acordo com a entidade, é que a população um dia chegue a utilizar 10% do que se emprega hoje, que são 430 mil sacolas todo dia.

O melhor exemplo é a Alemanha, onde 98% da população usa sacola retornável ou outros meios. "É comum o alemão ter uma caixa reciclável que é desmontável, e carrinhos também", informou a entidade.

Em Belo Horizonte, a campanha Sacola Plástica Nunca Mais quer incentivar o uso da sacola retornável, que não é descartável. Produzida com materiais como TNT, tecido, palha, entre outros, é uma das melhores opções para se evitar o descarte. (HL)

Fonte: Jornal O Tempo



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